Designers Against AIDS: Entrevista com Ninette Murk, fundadora da DAA

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1. Em primeiro lugar o que nem toda a gente sabe é, porquê, quando e como é que fundaste a Designer Against AIDS?

Ninette: Em 2004 quando era apenas uma jornalista de moda, após a morte do meu assistente com SIDA. Está tudo no livro.
2. Porque é que pensaste nos Tokio Hotel para a tua campanha da H&M? Eles são muito críticados por parte dos meios de comunicação por isso as pessoas poderiam ter boicotado a campanha por estares a trabalhar com eles…
Ninette Murk: Eu sabia que os Tokio Hotel tinham um bom grupo de fãs motivados, com idades compreendidas entre os 12 e os 24 anos e esse é exactamente o público alvo que queremos atingir com a nossa mensagem do sexo seguro! A H&M no início não queria que fossem eles, porque pensava que só tinham fãs na Alemanha. Mas eu convenci-os e agora não podiam estar mais felizes por terem concordado!

3. Ficaste surpreendida com o apoio que os seus fãs deram ao DDA? Alguma vez tinha acontecido os fãs de um artista darem um apoio tão massivo ou começarem fan actions com os teus produtos?
Ninette: Eu fiquei muito surpreendida! Nunca antes tinhamos tido tal apoio por parte dos fãs de um artista.

4. Trabalhas com a indústria da moda e da música no teu projecto de luta contra a SIDA, existe mais alguma indústria com a qual gostasses de poder trabalhar? Há um ano atrás tinham mencionado a área do desporto e o David Beckham…
Ninette: O desporto e também a indústria cinematográfica, todas as indústrias que toquem os jovens. Acabámos de abrir o nosso primeiro Centro Educacional na Bélgica e planeamos abrir um segundo em Los Angeles daqui a uns anos, por isso penso que o plano de incluir a indústria cinematográfica pode funcionar!

Consegue o livro por email em carey.s@wanadoo.fr

5. Na Internet, os fãs dos Tokio Hotel deram um apoio enorme a um livro. The Forbidden Floor, da autora francesa Caroline Sauvageot, ainda não foi publicado, mas ela deu a conhecer a primeira parte do livro, de graça e um pouco por todo o mundo, os fãs dos Tokio Hotel traduziram esta introdução para a sua língua: inglês, alemão, espanhol, russo, grego, português e sérvio! Eles adoraram esta história sobre a vida de uma banda rock, muito semelhante aos Tokio Hotel e a forma como a autora explica através de diversas personagens, como é ser fã e como pode ser a relação entre a banda e os fãs. O que é que te agradou nesta história?
Ninette: Eu gosto da forma como a autora cativou os fãs, do facto de eles terem ajudado na tradução e do facto de o livro lidar com aspectos, relativos a uma banda de sucesso, que quase ninguém pensa: a solidão, ou por vezes o medo por se ser seguido de perto pelos fãs – e a Caroline também fala sobre a importância do sexo seguro, e por isso, é claro que gostamos dela!

6. Pensas que a literatura jovem falha no seu papel ao ignorar que os adolescentes também têm uma vida sexual, em vez de lhes explicar a importância do sexo seguro?
Ninette: Eu penso que, o ideal era conjugar ambos: falar abertamente sobre a sexualidade e ainda aconselhar os jovens a respeitar o seu próprio corpo e o dos seus parceiros. Falar abertamente é muito importante: nos países onde as pessoas são mais caladas, vês muitos mais problemas do que nos locais onde o tema é falado. A ignorância pode originar muitos problemas.

7. Será que a Literatura se vai tornar na nova indústria a contactar? Imaginas-te a contactar autoras de best sellers juvenis como por exemplo, Cecily Von Ziegesar que escreve as séries de Gossip Girl, ou editoras que lançam colecções juvenis para lhes pedir que mencionem mais vezes o tema do sexo seguro nos livros juvenis?
Ninette: Eu já entrei em contacto com alguns escritores nos EUA que criam livros para jovens, a pedir-lhes que incluam as referências ao sexo seguro nas suas histórias, como algo natural. Nunca responderam, mas continuaremos a tentar!

8. Falando de livros, a DAA lançará um livro no final de Outubro, qual é o tema?
Ninette: Metade do livro é sobre o nosso projecto com o Designers Against AIDS, com montes de fotos (incluíndo a dos Tokio Hotel, na nossa campanha de 2009, Fashion Against AIDS, com a qual planeamos fazer um poster). A outra metade tem a ver com o meu projecto Beauty Without Irony, para o qual eu contactei centenas de artistas (incluíndo o Bill e o Tom Kaulitz) pedindo-lhes que me enviassem trabalhos artísticos ou fotos daquilo que para eles representa a beleza em estado puro. O resultado foi a junção de mais de 100 inspiradoras fotos. Uma das fotos do Bill e do Tom foi tirada a partir do palco, em Paris, no dia 14 de Julho de 2007, em frente a meio milhão de fãs, com a Torre Eiffel como fundo. O Bill disse que este, foi um dos momentos mais bonitos da sua vida. A razão pela qual mostramos a beleza no nosso livro, é porque isso faz as pessoas pensar que a vida vale a pena. E se te sentires assim, não irás arriscar a tua vida ou a do teu parceiro, fazendo sexo sem protecção. Queremos fazer do mundo um lugar mais bonito e podes fazer isso de duas formas: 1ª contribui para o aumento da beleza (é esse o intuito do Beauty Without Irony) ou 2ª contribui para a diminuição da fealdade (isto é o que a DAA faz). São duas faces da mesma moeda e estão combinadas neste livro!

9. Mais uma vez trabalhas-te com os Tokio Hotel, o que lhes pediste desta vez?
Ninette: Para me enviarem imagens que para eles representassem a beleza em estado puro.


10. O livro ainda nem foi lançado e no entanto a Street Team Francesa já planeia acções de promoção para fazer deste livro um best seller – pelo menos em França. Estão em contacto com a Street Team? Estão a trabalhar juntos nas acções de promoção?
Ninette: Recebemos um email dizendo que eles planeiam fazer algo em Lyon e estou muito curiosa para ver aquilo que vai acontecer – tenho a certeza que vai ser fantástico!
11. Tu e a autora de Forbidden Floor são, de longe os únicos adultos que levam a banda Tokio Hotel a sério, e por isso mesmo, também nos levam a nós, os fãs, a sério. A Caroline Sauvageot tem como objectivo mostrar na sua história todo o trabalho que acontece na indústria musical e da moda, explicando ao mesmo tempo como um ídolo pode ser importante para alguém, mencionando ainda o sexo seguro. E vocês também trabalham com a indústria da moda e da música, e querem espalhar a mensagem do sexo seguro. Parece que ambas têm como objectivo educar os jovens e ambas enfrentam algumas dificuldades na recolha de apoios. Os Tokio Hotel têm grandes mensagens nas suas músicas como: “aproveitem cada segundo, porque o tempo não volta atrás”, “não saltem porque nada vale a vossa vida”, “não consumam drogas porque podem achar tão bom que já não vão conseguir parar.” E mais recentemente, no seu novo álbum, eles dizem numa música que devemos levantar a nossa voz e fazer barulho pelas coisas nas quais acreditamos. Todos vocês têm mensagens muito importantes, por isso como explicam o facto de para as outras pessoas não ser tão óbvio? Como explicam o facto de pensarem que são apenas sonhadores e que não conseguirão mudar o mundo?
Ninette: Bem, isso não é totalmente verdade, cada vez mais e mais pessoas, organizações e empresas estão dispostas a ajudar a DAA e a espalhar a mensagem do sexo seguro de uma forma fixe, que atraia a juventude. Eu penso que, na generalidade, o problema vem do facto de os adultos pensarem que são melhores (ou sabem mais) que os jovens. Continuaremos a apoiar os Tokio Hotel e os fãs e temos a certeza que o mesmo funcionará no inverso. Lembrem-se: as acções falam mais alto do que as palavras. Se as pessoas não vêem o bem que fazes, é problema delas, não teu. Mas continua, e uma dia eles vão ver. Ou não. Mas mesmo assim, terás feito um monte de coisas boas – e que fizeram ELES? Não te preocupes com isso.
Fonte X
POSTED BY: GRY KAULITZ

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