Revista Interview: “Alfabeto do Tokio Hotel!” (Tradução)

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Confira a tradução da entrevista do Tokio Hotel para a revista alemã Interview:

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Através da monção e de volta novamente. Cinco anos depois de seu último álbum, uma escapada para a América e um processo inevitável de amadurecimento, Tokio Hotel apresentou uma banda inteiramente renovada – mais internacional, mais eletrônica e com estilos de cabelo diferentes. Mas apesar disso, Bill & Tom Kaulitz apenas veem a como a continuidade da história de sua banda. Como eles surgiram aos palcos com um B de Black Questionmark, e de repente atingiram o sucesso mundial com um Q de quarteto, encontrando em L.A. o L de liberdade novamente, fazendo um espetáculo em J de Jerusalém nesse meio tempo, sobre o qual o P de Pumba não sabe de nada, porque seu bulldog inglês nem ao menos era nascido ainda. Sejam bem vindos ao grande alfabeto do Tokio Hotel!

A

Tom: Autobahn! (autoestrada alemã)
Bill: Oh sim, nós não dirigimos na autobahn há muito tempo!
Tom: A autobahn é uma das minhas coisas favoritas na Alemanha. É a coisa que eu mais sinto falta quando eu estou em L.A. dirigir rápido, sem limite de velocidade, uma completa anarquia.
Entrevistador: Menos horário de trânsito?
Bill: O tráfego em LA é um horror. Eu não dirgijo carro em LA, eu geralmente não dirijo carro na verdade.
Entrevistador: Tom, você tem uma boneca ao seu lado no banco do carona, então você está permitido dirigir na velocidade máxima ou somente quando você está sozinho?
Tom: Não, eu sempre tenho Bill ao meu lado de qualquer forma.

B

Entrevistador: Eu tenho duas palavras chaves para B.
Tom: Bill?
Entrevistador: Exatamente.
Tom: Bill, o irmão feio (Bill ri), o menos bonito…
Bill: O gêmeo desavantajado.
Tom: Sim, exatamente!
Bill: Você preciso explicar isso agora, Tom!
Tom: Bem, considerando o visual é óbvio, eu não tenho muito o que explicar sobre isso. Ele é o mais novo, o mais ingênuo de nós. E também o que carrega toda a responsabilidade, também o cérebro por trás de tudo…
Bill: Esse sou eu.
Tom: Não, você é o gêmeo menos bonito.
Bill: Qual é a segunda palavra chave?
Entrevistador: Black Questionmark.
Bill: Ah, o primeiro nome de nossa banda. Eu nem mesmo sei mais quantos anos nós tínhamos naquela época, mas achávamos o nome realmente legal.
Tom: O nome não foi inspirado numa música da Nena?
Bill: Não, a música dela se chama só Fragenzeichen (Questionmark). Mas isso não era sombrio o suficiente para nós, então nós pensamos em “ponto de interrogação negro” e traduzimos para o inglês.
Tom: Nós achávamos que soava mais internacional e marcadamente misterioso.
Entrevistador: Como podemos imaginar o Black Questionmark?
Bill: Era somente Tom e eu. Nós começamos apenas escrevendo as primeiras músicas, de uma forma que nos fazia diferentes das outras bandas. Eles primeiro ensaiavam suas músicas, até conseguirem tocar elas. Mas quando nós escrevíamos uma música, nós imediatamente queríamos tocar ela em um palco.
Tom: E o problema era: nós não tínhamos habilidade. Eu sabia tocar quatro acordes na guitarra.
Bill: E eu tinha um teclado onde que sabia apertar alguns botões, então ele tocava baixo e bateria por conta própria. Os famosos circuitos pré-produzidos.
Tom: Mas nós já tocávamos no “Gröninger Bad” assim, onde nós fomos descobertos por um produtor musical mais tarde.
Entrevistador: O quão grande era a audiência naquela época?
Bill: Talvez 15, 20, 30 pessoas.

C

Bill: Eu não consigo pensar em nada com C.
Entrevistador: Comeback? (retorno)
Tom: Oh, isso é ótimo!
Bill: Para nós retorno é uma palavra difícil, porque vemos isso de forma diferente. O último álbum foi de fato há cinco anos atrás, mas depois disso nós saímos em turnê por um longo período. Na América do Sul, por exemplo, e em 2011 fomos ao Japão e à Rússia. Depois nós fizemos uma pausa por um ano e só então começamos a trabalhar no novo álbum. Então para nós isso não é um retorno.

D

Tom: D? D de Dora. Bill, você quer falar algo sobre sua ex-namorada?
Bill: (risos)
Tom: Drums (bateria) veio em minha mente. Eu sempre quis ser um baterista.
Bill: Para ser honesto, Tom seria ainda melhor como baterista (risos). Eu gostaria de dizer que ele não é tão bom como guitarrista como ele seria como baterista. Porque ele sempre está batendo em tudo.
Entrevistador: Isso significa que você será inacreditavelmente bom como baterista ou que você não é um bom guitarrista?
Tom: Eu acho que eu seria inacreditavelmente bom.
Bill: A coisa com o Tom é que ele toca guitarra no palco, mas no estúdio ele faz todos os tipos de coisas. Ele também produziu o álbum inteiro.
Tom: A verdade é que eu não consigo tocar nenhum instrumento realmente bem. Mas eu consigo fazer um pouco de tudo e eu sou criativo o suficiente para fazer isso soar bem.
Entrevistador: Eu também tenho Devilish anotado.
Tom: Devilish resultou da Black Questionmark.
Bill: Essa foi nossa primeira formação real como banda com Georg e Gustav, antes de formarmos o Tokio Hotel.
Tom: Você pode ouvir duas músicas desse tempo na versão Super-Deluxe de nosso novo álbum.
Entrevistador: Elas são pelo menos boas?
Bill: Não!
Tom: Espere um minuto! Eu ouvi elas e acho que elas são incríveis. Quão jovens nós éramos, quando nós gravamos elas? Tínhamos 12 anos ou algo assim. Então bom, para essa idade eu estou totalmente chocado comigo mesmo.
Entrevistador: DSDS?
Bill: Essa foi uma viagem que nós não faremos de novo.
Entrevistador: Deutsch? (alemão)
Tom: Nós ainda falamos em alemão, mesmo na América. De qualquer forma, eu acho inacreditavelmente vergonhoso quando alemães usam palavras em inglês…
Bill: Mas isso acontece sempre acontece comigo também.
Tom: Sim, comigo também. Mas eu acho inacreditavelmente vergonhoso.

E

Entrevistador: EDM?
Tom: E. D. M.
Bill: Eu não sei dizer muito sobre isso.
Tom: Nem eu. Que outra palavra temos com E? Eargasm, excessive weekend (final de semana lotado)… Eu acho que Georg talvez saiba algo. Georg?
Georg: Eletrônico!
Tom: Isso, música eletrônica tem sido extremamente importante para nós nos últimos anos. Bill e eu festejamos muito, ouvimos muitas músicas eletrônicas, fomos a vários festivais, EDC em Las Vegas e Coachella, e por isso o álbum também foi influenciado por isso.
Entrevistador: De fato qual foi exatamente meu ponto com EDM?
Tom: EDM é um termo o qual, bom, todo mundo usa e que significa tudo e nada ao mesmo tempo.

F

Tom: Faul! (preguiça)
Bill: Freedom! (liberdade) Essa é a coisa mais importante pra mim de todas. Mas no nosso trabalho liberdade é o maior desafio. Se tratando do trabalho criativo, nós temos toda a liberdade que queremos, é claro, mas considerando todo o resto, a vida privada, isso se torna mais difícil. Especialmente a vida na Alemanha não tinha mais nada a ver com liberdade no final. Ao contrário de quando fomos à América e retomamos nossa vida privada lá. Lá nós finalmente podemos sair novamente.
Entrevistador: Porque ninguém reconhece vocês lá ou porque todo mundo é de alguma forma famoso em LA?
Tom: Ambos.
Bill: Você consegue se esconder na multidão muito bem. Você coloca um boné de baseball, abaixa a cabeça, e não atrai a atenção de ninguém. Existem muitos lugares loucos, especialmente em Venice e Santa Monica, onde todos os músicos e atores frequentam, e todo mundo quer estar no mundo do entretenimento e tenta chamar atenção. Lá Tom e eu podemos ir silenciosamente muito bem. Especialmente quando os paparazzi decidem em qual hotel ou festa eles querem ir durante a noite, porque tem celebridades na cidade 24/7 (24 horas, 7 dias por semana). Então nós podemos nos encostar em algum lugar e relaxar.

G

Tom: Girl Got a Gun.
Bill: Espera, não tem mais nada com G?
Tom: Georg e Gustav. Ou Gs, como os chamam.
Bill: Bom, não precisamos dizer nada sobre isso, hahaha.
Tom: Não, isso se tornaria realmente entediante, as pessoas trocariam de página imediatamente. Vamos manter Girl Got a Gun.
Bill: Sim, essa foi uma das primeiras músicas que escrevemos para nosso novo álbum.
Tom: Também temos um grande vídeo para a música, provavelmente o melhor vídeo de todos do Tokio Hotel.
Entrevistador: No vídeo mulheres furiosas caçam um erótico, monstruoso, coelho.
Bill: Sim, esse é o Toko, nosso grande brinquedo de pelúcia com um pênis. Primeiro nós queríamos usar transsexuais nele, mas depois decidimos usar dragqueens, simplesmente porque elas foram melhores na seleção.

H

Entrevistador: Hair! (cabelo)
Bill: Cabelo? Cabelo, cabelo, cabelo! As vezes eu mudo ele, mas na verdade ele não é muito importante pra mim,
Entrevistador: Eu pensei que você tivesse várias perucas.
Bill: Não, eu tenho apenas uma, uma peruca de cabelo longo, que foi feita do cabelo comprido que eu tinha no DSDS (versão alemã do programa Ídolos).
Entrevistador: Ela é confortável?
Bill: Totalmente! Ela é adaptada e customizada, e é maravilhosamente confortável. Na verdade eu quero usar mais perucas, é muito mais relaxante. Eu não precisarei ficar horas sentado em uma cabeleireira, não terei sempre que pintar meu cabelo e posso simplesmente mudar meu estilo de cabelo quando eu quiser. Eu pergunto a mim mesmo por que eu não tive essa ideia antes. No passado muitas pessoas pensavam que meu cabelo longo e preto era uma peruca. Mas não era. E era extremamente exaustivo: toda manhã eu tinha que arrumar meu cabelo por uma hora e meia. Um dia eu certamente morreria por causa de todo aquele spray de cabelo que eu inalava. Todo mundo que testemunhou aquilo está traumatizado agora, assim como eu. Mas eu acho que eu terei algumas novas perucas para a turnê.
Tom: Nós todos estamos ansiosos por isso.

I

Tom: Internacional! O fato de nós termos lançado no exterior desde 2007, 2008 – e isso correu muito bem para nós desde o começo – definitivamente contribuiu para um certo relaxamento. Porque os mercados trabalham de forma diversa e você não fica mais dependente de um único tipo de mercado, então nós ganhamos mais liberdade em nosso trabalho.
Bill: Na verdade nós nunca planejamos trabalhar no exterior. Apenas aconteceu.
Entrevistador: Vocês tem uma imagem diferente em outros países?
Bill: Na América nós somos vistos como uma banda de indie-rock legal. Nossa idade nunca foi um problema lá. Aliás todo mundo lá começa sua carreira no showbiz com tipo 6 anos. Nós quase éramos velhos com 18.
Tom: O único fato é que eu sou o membro mais popular da banda no mundo todo. Nós tentamos mudar isso várias vezes, porque seria muito melhor se o cantor fosse o modelo principal…
Bill: Mas não vamos mais nos incomodar com isso.

J

Bill: Jerusalém, nós fizemos um show lá em 2008. E pouco antes do show a Embaixada Alemã nos convidou para um passeio pela cidade, que eles não tinham nos avisado antes. Foi legal mas o problema era que eu já estava com minha fantasia.
Tom: O legal é que você também se refere a suas roupas como fantasia agora. (risos)
Bill: Enfim, eu já estava vestindo minhas roupas do show, meu cabelo já estava com spray, eu já estava maquiado e nós fomos à todos aqueles lugares sagrados… As pessoas que nos viam pensavam “O que está acontecendo ali?” e eu me senti muito desconfortável. Eu era o pavor da nação.
Tom: Mas o show, apesar de tudo, foi ótimo.
Entrevistador: Eu tenho outra palavra chave: Jugendpreis Fernlernen (se trata do prêmio que eles ganharam no ensino médio e funciona como um certificado de conclusão).
Tom: Esse prêmio nos deixou muito orgulhoso. (risos)
Bill: Eu acho que foi só nós ganharmos o prêmio e a mídia já falou sobre isso.
Entrevistador: Como esse prêmio se parece?
Tom: Vamos colocar desta forma: o prêmio não é muito bonito, mas nós temos alguns que se parecem ainda pior. O prêmio do “Echo” também não é nem um pouco bonito. E quando nós ganhamos o “Goldene Stimmgabel” tinha uma parte quebrada nele. Quais outros prêmios nós ganhamos?
Bill: O “Golden Penguin”…
Tom: Certo, o “Golden Penguin”, outro clássico. Tem um da Áustria chamado “Bravo-Otto” por assim dizer. O “Bravo-Otto” é feito com alta qualidade. Os prêmios que sempre quebram mais rápido são os “Comets”.
Entrevistador: Por que eles quebram? O que vocês fazem com esses prêmios?
Bill: Bom, quando você muda muito de casa, eles caem as vezes.
Tom: A maioria deles já quebram no backstage.
Bill: Eu quebrei meu dente com o “Bambi” (risos).

K

Entrevistador: Kings of Suburbia.
Bill: A ideia para o título do álbum cruzou minha mente no ano passado, quando nós estávamos no carro aqui na Alemanha indo encontrar o Gustav e o Georg. É um sentimento que já sentíamos quando éramos menininhos, quando você pensa que você é o rei de seu próprio universo.
Tom: É uma mistura de auto-confiança e um sentimento de liberdade, que eu ainda sinto hoje. Quando você está festejando com seus amigos ou algo de bom acontece pra você. Um sentimento que é extremamente bom e impoirtante, mesmo quando somente represente um universo próprio que geralmente é completamente inútil. E nós tivemos esse pensamento cpara criar algo essencial na produção de nosso álbum, então depois se tornou o título.

L

Entrevistador: Leipzig, Loitsche, LA.
Bill: Oh, eu nunca havia notado isso…
Tom: O que vem depois de LA? Lima?
Bill: Las Vegas! Mas na verdade nós não temos muitas memórias de Leipzig porque nós apenas nascemos lá, e antes mesmo de nosso primeiro aniversário nós nos mudamos para Hannover. Nós vivemos lá até termos seis ou sete anos, e então nos mudamos para Magdeburg e de lá para Loitsche. A maioria de nossas memórias são de quando vivemos em Loitsche, e não são muito boas.
Tom: Ah, não são nem um pouco boas.
Bill: E LA é uma cidade muito entediante, na verdade.
Tom: Um grande subúrbio.
Bill: Eu gostaria de me mudar para Nova York.
Entrevistador: Mas Nova York não comça com L. Vocês poderiam se mudar para Long Island no melhor dos casos.
Bill: Eu quero uma segunda casa em Nova York.
Tom: Eu acho que nós deveríamos manter esse negócio da letra L.

M

Entrevistador: Monsoon.
Bill: Uma música super importante pra nós…
Tom: A qual tocaremos nos shows pelo resto de nossas vidas.
Bill: Mas eu vou amar performar ela de novo e de novo de qualquer forma.
Tom: Mas está na hora de modificarmos isso, vai ficar estranho com esse estilo contrário.
Bill: Mas nós sempre tocamos ela durante a nossa última turnê, não?
Tom: Sim, mas naquele momento as guitarras estavam muito mais baixas.
Bill: Ok então, vamos modificar isso.

N

Entrevistador: Não consigo pensar em nada com N.
Tom: Não tem um filme favorito que comece com a letra N? Ah sim, seu filme favorito é Titanic. Mas nós podemos falar sobre isso na letra T novamente.
Bill: Vamos falar sobre night life (vida noturna).
Tom: Muito bom.
Bill: A vida noturna foi a maior inspiração para mim com esse álbum, porque eu pude sair livremente pela primeira vez e eu adoro sair. Nos últimos quatro anos eu fiz isso muitas vezes, talvez até demais. Eu tinha que captar algo. Nós também tentamos sair na Alemanha, mas nunca era tão incrível por causa das razões que todos sabem. Mas em LA nós realmente pudemos entrar na vida noturna. Se eu fico em casa e não saio no final de semana, eu fico depressivo.

O

Bill: Que tal a estrada?
Tom: Ok.
Bill: Muitas pessoas pensam que a vida em turnê é cheia de diversão, mas o fato é que eu acho a parte mais exaustiva do nosso trabalho.
Tom: Você precisa saber que esse clichê do “Rock’n’Roll” e festas não é verdade, alguém talvez tenha tido isso, mas…
Bill: Festas e Rock’n’Roll? Bom, não comigo. Na estrada eu estava sempre focado em não ficar doente, para aguentar três meses, performar toda noite e ficar no palco. Isso realmente acaba com você. Eu tenho que tomar chá o dia inteiro, fumar o menos possível, beber pouco álcool, então particularmente era realmente chato. Por outro lado é claro que é incrível fazer shows. Nós definitivamente entraremos em turnê de novo.

P

Entrevistador: Que tal Pumba?
Tom: Pumba é legal.
Bill: Nós crescemos com cachorros, e Pumba é o novo membro de nossa família de cachorros. Pumba é um bulldog inglês e ele tem dez meses agora. Nós trouxemos ele de LA, então ele voou em um avião pela primeira vez. Ele fez isso realmente bem. Eu peguei ele quando ele tinha oito semanas de vida, e ele é uma celebridade como você pode ver nos nossos episódios do Tokio Hotel TV. Haverá também uma versão de pelúcia dele para vender em breve.
Entrevistador: O cachorro?
Tom: Sim, nós estamos fazendo animais de pelúcia nesse momento que se parecem com o Pumba.
Bill: Eu mal posso esperar para ver ele brincando com isso.

Q

Entrevistador: Quarteto.
Tom: Pode soar surpreendente, mas nós já estamos juntos como uma banda de quatro pessoas há 14 anos.
Bill: E nós não temos essas brigas ou inveja por causa de atenção, quem está fazendo mais entrevistas, quem está nas fotos, toda essa tensão que levam muitas bandas a brigarem, não existe na nossa banda. A maioria das pessoas não acreditam nisso, mas mesmo antes de nós fazermos sucesso os papéis eram atribuídos. Todo mundo tem sua função e dão aos outros o seu espaço.
Tom: Isso quase soa um pouco sentimental, né?

R

Tom: “Run Run Run” veio a minha mente. Grande vídeo, grande música.
Bill: Sim, a música absolutamente abriu novos caminhos para nós, especialmente para mim porque eu nem ao menos sabia se conseguiria cantar essa música.
Tom: Eu também não sabia.
Bill: Mas tudo correu muito bem. Nós também gravamos os vocais por conta própria, diferente dos outros álbuns nós não tivemos outras pessoas que eram responsáveis pela produção vocal. Então, para mim é uma das minhas novas músicas favoritas.

S

Entrevistador: Para S eu tenho Star Search.
Bill: Sim, Star Search, foi muito interessante porque foi minha primeira experiência em frente às câmeras.
Tom: É claro que foi interessante, mas você também pode dizer: Star Search, aquilo foi muito constrangedor.
Bill: Oh sim, se eu assistir a apresentação hoje em dia eu penso que foi muito fofo. Mas principalmente penso: “Deus, como eu tive coragem de fazer isso!”. Mas eu tenho que dizer que aquilo significou muito para as pessoas do Star Search que me fizeram cantar “It’s raining men”. Eu não escolhi a música. Eu nem sabia falar inglês naquela época e não fazia ideia do que se tratava a música, e é sobre chover homens.
Tom: Que babacas essas pessoas da seleção do programa!
Bill: Sem brincadeira! Eu quero dizer, eles fizeram um menininho performar essa música para provocar controvérsia.
Tom: Eu também teria recomendado essa música para você. (risos)
Bill: Tudo que eu penso sobre isso é que eu tinha dois minutos e meio para mostrar para as pessoas que eu tinha uma banda e queria fazer música. Eu sempre seduzia a equipe de câmera na nossa sala de ensaios, e isso foi muito bem sucedido.
Tom: Como uma banda nós só podemos dizer: graças a Deus você foi eliminado!
Bill: Sim, isso foi ótimo, bom, pelo menos nesse sentido. Mas é claro que naquela época eu fiquei muito triste.

T

Entrevistador: T de Tom.
Bill: Tom – Tem ainda menos o que se falar sobre ele do que sobre Georg e Gustav, haha. Não, Tom somos na verdade uma única pessoa. A maioria das pessoas nos perguntam se nós não brigamos algumas vezes e não conseguimos ficar um com o outro. Mas não: nós vivemos juntos, nós compartilhamos tudo, e não há nada que Tom não saiba sobre mim.
Tom: E vice versa é o mesmo.
Bill: Nós temos uma conexão tão forte, que outras pessoas não conseguem nem imaginar.
Tom: Eu sempre acho estranho quando eu vejo outros gêmeos que não tem essa conexão. Porque para mim é totalmente normal, mas para eles não é nem um pouco. Mas talvez seja por que nós não só compartilhamos nossa vida privada desde que tínhamos 15 anos, mas também o trabalho. Por causa disso não existem mais limites.
Bill: Eu quero dizer, não é que nós não briguemos nunca, mas não tem grandes consequências. Ninguém de nós quer se mudar depois disso ou algo assim. Nós temos os mesmos amigos, fazemos as mesmas coisas juntos no nosso tempo livre, estamos juntos 24/7 (24 horas durante 7 dias da semana). E o que muitas pessoas não sabe, mas que é totalmente verdade, é que ele não consegue se divertir sem mim. Sem brincadeira, é sério. Eu posso viajar sozinho para Nova York, mas isso deixaria o Tom sem rumo.
Tom: Eh, disse o cara que nem ao menos consegue dirigir um carro.

U

Tom: Untenrum.. (pelos pubianos)
Bill: Cara, por que eu não consigo pensar em nada? Isso não é possível!
Georg: Urlaub? (Feriado/dia de folga)
Bill: Dias de folga são ótimos! Meu destino favorito são as Maldivas. Durante uma época nós passávamos duas semanas lá todos os anos…
Tom: Eu amo aquele lugar.
Bill: Você poderia me deixar lá por quase um ano. Muitas pessoas nos perguntam: “O que vocês fazem naquele lugar todo esse tempo?” mas não é nem um pouco entediante. É simplesmente incrível estar lá.

V

Entrevistador: “Verrückt nach dir”… (Filme em que Bill e Tom Kaulitz atuaram quando eram crianças)
Bill: Verrückt nach dir? Legal, nossa primeira experiência na TV. Nossa mãe nos disse que nós éramos muito atrevidos e que nós trancamos a atriz principal no banheiro, porque nós achamos ela muito feia. Tom sempre dizia: “Eu não vou gravar com ela, essa mulher tem uma franja muito estranha.” Ele queria gravar com a mulher bonita.
Entrevistador: Quantos anos vocês tinham naquela época?
Bill: Nós éramos muito jovens. Talvez seis?
Tom: Não, mais jovens. Eu acho que tínhamos cinco. Mas o problema principal com esse filme era que um de nós tinha que fazer xixi em si próprio. Primeiro teve uma discussão sobre quem faria isso, e no final fui eu.
Bill: Eles derramaram chá na calça dele, o que causou uma enorme drama…
Tom: Porque eu estava naquela idade em que eu estava orgulhoso por não fazer mais xixi em mim mesmo…
Bill: Nós queríamos mostrar que já éramos meninos grandes. Nossa mãe sempre tinha que nos dizer que nós só tínhamos que fazer isso para o filme. E depois nós prendemos a atriz principal no banheiro e jogamos a chave fora, de modo que nem nós mesmos conseguíamos achar mais a chave. A atriz teve uma crise de choro em seguida.
Entrevistador: Quantos anos a atriz tinha?
Bill: Talvez 30.
Tom: Você pode nos ver por cerca de um minuto e meio no filme inteiro, mas nós éramos os atores mais complicados no estúdio de gravação.
Bill: Nós tínhamos ares realmente doentes e graciosos. Num momento estávamos com fome e queríamos comer algo. E quando notamos que tudo estava girando ao nosso redor, pedimos um certo tipo de flocos de milho no hotel em que estávamos acomodados. Mas eles não tinham. Então dissemos: “Se não ganharmos, então também não continuaremos gravando o filme.”

W

Bill: Para o W temos “What happened there?” (O que aconteceu?)
Entrevistador: O quê?
Bill: Sim, você escreveu isso em seu e-mail como um comentário sobre as três músicas que nós lançamos como divulgação do novo álbum.
Entrevistador: Oh sim, agora que você mencionou…
Bill: Nós achamos isso muito engraçado. Mas “O que aconteceu?” é também muito adequado porque provavelmente muitas pessoas perguntam o mesmo. Mas a questão é que nós nem mesmo tentamos soar diferente com o novo álbum. Nós não tentamos soar mais crescidos, e nem tínhamos a intenção de tornar tudo mais eletrônico.
Tom: Nós só fizemos o que estávamos fazendo. E isso é o que eu entendo com permanecer fiel a si mesmo. Não significa apenas satisfazer as expectativas que os fãs tem.
Bill: Eu também não acredito que o sucesso pode ser planejado e nem em ir ao estúdio com a intenção de escrever um hit. A única coisa que você pode fazer é investir 100% naquilo que você acha totalmente incrível. Até mesmo quando eu olho nossa carreira, tudo o que fizemos foi totalmente ao acaso e nada mais. Foi totalmente autêntico.
Tom: Não funcionaria de outra forma, de qualquer modo.
Bill: Nós só queríamos gravar um álbum que nós mesmos gostaríamos de ouvir.
Entrevistador: Mas com “O que aconteceu?” eu não quis expressar minha dúvida sobre o seu som estar diferente agora do que era no passado. Eu simplesmente não gostei de “Girl Got a Gun”. Para mim “Love Who Loves You Back” é a campeã! E a música tem ainda menos a ver com o velho som do Tokio Hotel.
Tom: Mas a música também estava no teaser do álbum…
Entrevistador: Sério?
Bill: Oh deus, você deve ter achado “Girl Got A Gun” realmente ruim se você nem mesmo ouviu a terceira música do álbum. (risos)

X

Tom: A única coisa que veio a minha mente é o filme favorito do Bill “xXx – Triplo X” com Vin Diesel, seu ator favorito.
Bill: Horrível. Podemos pensar em outra coisa?
Georg: Xerxes!
Bill: Sim, eu acho isso legal. Nós adoramos celebrar o Halloween, e Xerxes foi a minha inspiração para a fantasia de halloween no ano passado. Mostre algumas fotos dela, Tom!
Entrevistador: Oh eu vi, como Xerxes em “300”.
Bill: Exatamente. E esse era você, Tom? Um simples zumbi, certo?

Y

Bill: Youtube, onde estão os novos episódios do Tokio Hotel TV. Eles dão uma boa noção sobre nossa vida. E acabam por ser muito engraçados, também.

Z

Entrevistador: Zehn Jahre später (dez anos atrás). Já fazem 10 anos desde que vocês gravaram “Durch Den Monsun”.
Bill: Exatamente! Sim, há 10 anos atrás nós formamos uma carreira com a banda que ninguém esperaria. Nós nem ao menos queríamos lançar “Durch den Monsun” como nosso single de estreia. Nós não conhecíamos o mercado musical naquela época, então eu só pensava “Eu não ligo pro que vou lançar. A coisa mais importante é que nós tenhamos um single”. E eu achei engraçado quando mais tarde a mídia escreveu que nosso sucesso se tratava apenas do maquinário da indústria musical. Que algum cara da gravadora construiu Tokio Hotel e planejou seu triunfo em sua própria mesa…
Tom: Mas isso de fato nos custou dois anos até conseguirmos o contrato de gravação. Todo mundi disse não, até mesmo a Universal. O que ninguém mais lembra hoje em dia é que nós tivemos primeiro um contrato com a BMG, o qual era surpreendentemente tão bom que foi cancelado quando houve a fusão da BMG com a Sony, porque todo mundo acreditava que nós daríamos mais gastos do que faríamos dinheiro. No nosso lugar outra banda teve seu contrato assinado.
Entrevistador: Você sabe como as coisas foram para eles?
Bill: Não acho que foram tão boas. Também não foram para quem cancelou nosso contrato naquela época. Mas o que eu queria dizer é: nós não tivemos uma gestão profissional, nem um grande plano. Simplesmente aconteceu.
Tom: Uma grande e não planejada carreira.

Fonte
Tradução, TokioHotel.com.br

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