ENTREVISTA! Le Parisien Magazine – “Tokio Hotel nunca mais vai parar!”

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Tokio Hotel concedeu recentemente uma entrevista para a revista francesa “Le Parisien Magazine”, falou sobre as mudanças que tiveram que fazer e como se sentem hoje em dia, confira:

Um corte ala porco-espinho que levou um choque de 220 volts, 10 milhões de álbuns vendidos e multidões histéricas, depois nada, ou quase nada… Depois de dez anos de pausa, os Tokio Hotel estão de volta. Conheçam o fenômeno.

O público pré-adolescente tem um defeito: ele cresce. E depressa se afastam daqueles que um dia amaram, quando eram mais jovens. A banda Tokio Hotel pagou o preço. Entre 2005 e 2010, os quatros jovens alemães, incluindo os gêmeos Kaulitz, venderam 10 milhões de álbuns.
Os seus piercings, tatuagens e penteados inimagináveis desencadearam a histeria… antes de caírem lentamente no esquecimento. Hoje, os Tokio Hotel tentam renascer. Um novo álbum, Dream Machine, uma tour europeia… Um encontro em Berlim com os sobreviventes da glória.

Olhando para trás, como é que explicam o sucesso dos Tokio Hotel?
Bill Kaulitz (cantor): É só ouvir as letras das nossas músicas. Elas falam sobre amores que não deram certo, drogas, suicídio… Esses temas perturbam, mas falam muito com adolescentes. Porque quando se é jovem é mais difícil viver. Naquela época da minha vida eu estava deprimido. Ir à escola era como ir à guerra.
Tom Kaulitz (guitarrista): Saímos da escola quando tínhamos 15 anos. Usávamos os penteados que queríamos, nos vestíamos como bem queríamos… O nosso estilo de vida era uma espécie de fantasia para todos aqueles pré-adolescentes rebeldes.

Exatamente, vocês nunca tiveram receio de deprimir esses jovens (com as suas músicas)?
Bill: Nunca quis escrever letras que pudessem dar lição de moral, dizer aos fãs “isso é ruim, não faça”. Talvez isso também tenha sido a chave para o nosso sucesso: não nos tornarmos professores.

Do que vocês se lembram daqueles anos?
Bill: Foi incrível. Até ouvi dizer que os fãs franceses tinham escolhido aprender alemão na escola para entender nossas músicas! Mas também tinham coisas ruins. Tínhamos uns 16-17 anos e mal podíamos sair da nossa casa em Hamburgo sem ficarmos rodeados de fãs que nos seguiam para todo o lado. Tivemos que contratar guarda-costas que nos seguiam 24 horas por dia.

O retorno à normalidade não foi difícil depois de um enorme sucesso?
Bill: Ficamos perdidos com toda essa loucura. Já não tínhamos inspiração para escrever músicas, já não estávamos felizes… Depois, em 2010, decidimos deixar a Alemanha e fomos para os EUA. Lá não éramos conhecidos. Foi o que nos salvou.
Tom: E depois começamos a fazer coisas normais de novo, como por exemplo ir às compras ou ter tempo para falar com as pessoas. Era estranho mas também era bom (risos)!
Bill: Mas acho que abandonamos os nossos fãs. E não o contrário. Ao irmos para os EUA, mudar radicalmente o nosso estilo. Os nossos dois últimos álbuns têm sons pop e eletrônico. O que é muito diferente daquilo que fizemos anteriormente. Na verdade, corresponde aos adultos que somos hoje. É importante que as pessoas comprem os nossos álbuns e venham aos nossos shows. Mas o que é realmente importante para nós hoje é fazer a música que vamos amar.

Como é que se sentem hoje em dia?
Bill: Muito bem mesmo. Durante os shows ainda existe aquela loucura, mas depois quando andamos na rua ninguém, ou quase ninguém, nos incomoda. É perfeito. Sob estas circunstâncias, Tokio Hotel nunca mais vai parar!

Fonte
Tradução por, Tokio Hotel Portugal
Adaptação por, Tokio Hotel Brasil Support

21.04 Berlim, Alemanha

22.04 Berlim, Alemanha

27.04 Moscou, Rússia

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