Tokio Hotel fala com detalhes sobre o álbum ‘Dream Machine’ em matéria para a Rádio VHR

0 Flares 0 Flares ×

Tokio Hotel concedeu a rádio alemã ‘VHR’ detalhes do álbum “Dream Machine” e todo o seu processo de criação, confira:

Tudo começa com um pensamento e, de repente, você está dançando no seu próprio país das maravilhas cheio de frutas e doces! Amizade, respeito e uma auto confiança quase inabalável, a visão do seu ser, a curiosidade da vida, a insaciável sede por desenvolvimento, criar algo novo juntos, atingir objetivos e experiências…
Se olhar para o Tokio Hotel, são estas as qualidades que formam a base e o ímpeto de uma carreira incomparável. A carreira da banda alemã é tão grande que não cabe num armário. Eles tanto tentaram que Bill e Tom Kaulitz, Georg Listing e Gustav Schäfer sempre conseguiram ser os arquitetos do seu próprio mundo. Após mais de uma década na indústria da música internacional, 70 discos de platina, 160 discos de ouro, mais de 110 prêmios internacionais e nacionais e mais de 7 milhões de discos vendidos, o Tokio Hotel lança o seu novo projeto e quinto álbum de estúdio, “Dream Machine”. Esta é a prova de que são sempre capazes de se reinventarem.

O ‘Dream Machine’ abre as portas para o novo mundo de sons do Tokio Hotel. Um mundo com altas montanhas, vales fundos, rios selvagens, florestas densas e planícies infinitas. Um mundo que pulsa, brilha em cores neon e luzes de clubes noturnos – brilhante, divertido, esférico e fascinante. Construído numa base sonora que envolve a simbiose de um pop independente, retro sintetizadores, batidas modernas e bases fortes, sem regras.
“Este é o álbum que sempre quisemos fazer – apenas nós, os quatro sem qualquer intromissão. Já é o que tínhamos começado no álbum anterior. Nesse álbum tivemos que experimentar coisas novas e ganhar energias para melhorar a nossa auto confiança. Com o Dream Machine sabíamos desde o início que iríamos fazer sozinhos. Não precisamos de nenhum produtor no meio ou alguém que escrevesse as músicas. Não sentimos a necessidade disso. Nos sentíamos capazes de estar em total controle, tínhamos criatividade, sabíamos as músicas que queríamos e o que fazer e dizer – tanto em termos de som, produção e também em termos de letra. É por isso que não é apenas o nosso álbum de sonho, porque ninguém nos ajudou, mas também porque como banda conseguimos finalmente nos afirmar de forma honesta”, explica Bill.

Bill e Tom Kaulitz foram quase sempre autônomos, especialmente no processo criativo, quando a banda se reuniu no Red Bull Studios, em Berlim, em Janeiro de 2016 para criar as bases para o ‘Dream Machine’. Bill: “Estava a nossa altura. Nos trancamos no estúdio, fizemos música, escrevemos, falamos uns com os outros e estivemos simplesmente juntos. E foi tão repentino que, quando nos demos conta, estávamos na sala de ensaios no dia 13 [de Janeiro]. Correu tão bem que conseguimos fazer cinco músicas para o álbum que vai sair e isso demonstrou a nossa intuição e demonstrou ainda que o caminho que escolhemos estava certo.”

O ‘Dream Machine’ engloba no total dez músicas. O Tokio Hotel não quis encher o álbum, o fizeram sem compromisso mas possui faixas mais poderosas. Foi assim que criaram a sua própria realidade na qual fazem a música que realmente querem. Bill: “Queremos que seja uma festa sem fim, um clube noturno cheio de cores no país das maravilhas, cheio de tudo o que é preciso – estúdio, espetáculos ao vivo, digressões. Mergulhamos no nosso mundo como se fosse uma bolha. E há algo para cada um, todos podem escolher o seu fruto e doce favorito. Não faremos nada para nós.”

O produtor, escritor e guitarrista Tom Kaulitz desenha esse mundo através de largas paisagens sonoras, com a forma de sub-bass, longe das típicas estruturas sonoras, sem perder o seu toque “ao vivo”. Tom: “Claro que temos muita programação envolvida mas o álbum e as músicas não tem a ver com os sons programados que misturamos e com os sintetizadores analógicos, mas também com instrumentos reais. Não há nenhuma música no álbum da qual não gravamos ao vivo, instrumentos esses que são guitarras, bateria, baixo, piano, saxofone. E claro, a parte vocal e o coro de fundo. Trabalhamos muito na harmonia, experimentamos cortes vocais e não nos limitamos apenas ao nosso som. O álbum soa extremamente livre.”

Em termos de conteúdo, há um toque de nostalgia para o coração da banda. “Something New” fala sobre o medo de viver a vida ao contrário, ter alcançado e vivido tudo e repetir. Mas também fala sobre criar algo novo, viver coisas novas juntos que os liga novamente – quando se muda de perspectiva. Quando se muda de perspectiva somos capazes de ver mais do que existe por aí – tal como “Boy Don’t Cry” descreve. E é apenas uma voz, um pensamento que nos guia. “Easy” traz de volta a luz da infância enquanto “As Young As We Are” mostra a tormenta entre o jovem que se sente terrivelmente velho. “What If” é uma virada para as oportunidades perdidas. “Elysa” soa a algo pesado, quase sombrio, cheio de arrependimento de ter se revelado a alguém. “Better” descreve o momento em que percebemos que estamos melhor sozinhos do que vivendo com a pessoa errada. “Stop Babe” mostra o outro lado, se não está pronto poderá magoar os outros. “Cotton Candy Sky” convida o ouvinte ao “ponto ideal” após uma festa noturna bem sucedida – quando se encontra vendo o nascer do sol e está completamente satisfeito consigo mesmo e com o mundo. E “Dream Machine” mostra o verdadeiro mundo do Tokio Hotel, no qual os rapazes estão completamente imersos. Musicalmente, esta é a música que se mistura melhor em termos estilísticos e instrumentais, delimitando o mundo sonoro do álbum. Um mundo sonoro de liberdade, desejos, vontades, aventuras e oportunidades que não se podem perder, do qual ninguém quer sair porque, de repente, tudo é possível.

Fonte
Tradução, Tokio Hotel Portugal
Adaptação, Tokio Hotel Brasil Support

21.04 Berlim, Alemanha

22.04 Berlim, Alemanha

27.04 Moscou, Rússia

00.00 ---

__________________________________________
(+) VEJA TODOS OS SHOWS DA TURNÊ